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Nos passados dias 13 e 14 de Novembro, decorreram na Universidade Católica do Porto e na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, duas acções de formação subordinadas ao tema Novas Metodologias de Intervenção Terapêutica e Redução de Riscos: A Experiência da EGO. Estas acções foram dinamizadas por Lia Cavalcanti, no âmbito das iniciativas integradas no evento A Caminho da CLAT5, com o intuito de partilhar um pouco da sua experiência na intervenção com consumidores de crack.
Lia Cavalcanti é licenciada em Psicologia pela Universidade do Chile e em Pedagogia pela Faculdade de Educação Jacobine, do Rio de Janeiro. Na Universidade de Paris -Sorbonne, em 1986, concluiu o Diploma de Estudos Aprofundados na área da Sociologia. Possui uma vasta experiência profissional na área das Drogas, destacando-se entre outras, a participação em diversas missões de Organismos Internacionais, no domínio da Redução de Riscos. Integrou, na qualidade de consultora, diversos Comités de Especialidade Internacionais na Unicef, Unesco e Comissão Europeia e dirige, actualmente, a associação «Espoir Goutte d’Or» (EGO), uma instituição francesa que desenvolve acções ao nível da prevenção, redução de riscos e tratamento da toxicodependência.
A instituição que representa actualmente, a EGO, é colaborante da CLAT. Fundada em 1987, está indicada como sendo a primeira associação em França e na Europa, a desenvolver uma intervenção baseada na metodologia da redução de riscos. A EGO encontra-se sediada em Paris, num bairro com características particularmente problemáticas, sobretudo no que respeita ao consumo e tráfico de drogas. A existência de um número significativo de imigrantes no território, torna também este contexto num alvo preferencial de fenómenos de estigmatização. Esta realidade serviu de cenário para o início da primeira acção de redução de danos, com a abertura de um centro de acolhimento que, dez anos depois, alargou o seu âmbito e as suas metodologias de intervenção. Trata-se agora de um programa de redução de danos com diversas valências integradas, agregando a prestação de serviços vários, como o de troca de materiais de consumo, intervenções de equipas multidisciplinares em contexto de rua, etc. Foi também criado um centro de tratamento que funciona em estreita articulação com a redução de danos, uma vez que se considera fundamental a realização de uma intervenção que privilegia a existência de continuidades entre a redução de danos e o tratamento, ao invés de perspectivas de ruptura ou de descontinuidades.
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