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Eis um núcleo que funda a sua praxis num conceito de cidadania que é resiliente às consequências da globalização, e que por essa razão, reencaminha a atenção para o mundo da vida local onde se cruzam e realizam solidaria-mente as biografias privadas. Entende-se por práticas de cidadania, os diferentes movimentos cívicos que levam os indivíduos a investir no espaço público permitindo, assim, a emergência de momentos significativos de uma solidariedade que cruza as narrativas de vida de pessoas sem registo na história política.
Falar de expressões da identidade é falar de linhas que entrelaçam e formam uma singulari-dade possuidora de características próprias: a identidade colectiva e individual. Deste modo, as expressões de identidade mais não são do que as expressões culturais e artísticas, os ritos e os costumes sociais de uma determinada formação social ou de um indivíduo
em particular.
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Interessa-nos , antes de mais, a caracterização da identidade cultural na sua íntima relação com a memória, já que sem memória não há identidade.
Assim, o conceito de memória ganha particular relevo dada a crescente preocupação com o conhecimento do passado e a preservação da memória como forma de perceptibilidade do presente. Todavia, os processos de construção social da memória não permanecem imunes às interferências das relações de poder pelo que nos preocupa lançar as fundações de um trabalho contra-hegemónico, que liberte do silêncio, a memória dos espoliados da história e das acções marginalizadas pelas narrativas ortodoxas e triunfalistas.
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